Módulo II – Educação comunitária e para a cidadania

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA I -
VÍDEO AULA I – A ESCOLA E AS RELAÇÕES COM A COMUNIDADE
PROFESSOR: ULISSES ARAÚJO

A escola necessita ampliar os espaços educativos, incorporando os recursos da cidade e prioritariamente de seu entorno no desenvolvimento de projetos que contemplem a comunidade de como espaço de aprendizagem
Todas as ações, no entanto, devem considerar a escola e seu currículo, como o centro das ações.
Comunidade é tudo aquilo que estão no entorno da escola, onde a escola se localiza.
Exemplos no estado de São Paulo, escola aberta sábados e domingos, abre suas portas para receber a comunidade e desenvolver atividades.
Para “fora” da escola- Entorno da escola educação, segurança, saúde, meio ambiente, lixo jogado nos rios;
Para “dentro da escola”- Interligar todas as atividades para todas disciplinas desenvolvendo para sala de aula
O protagonismo dos estudantes-

Protagonismo do Aluno

Tanto em seu projeto político pedagógico como em seu planejamento institucional, a escola precisa considerar a realização de projetos e ações que, ao mesmo tempo promovem o acesso aos bens culturais desenvolvidas pela sociedade contemporânea e garantam uma formação política aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autónoma. Exemplos: rádio comunitária, sala mais limpa da semana, peças de teatro, etc.
Educação comunitária- é a escola que se abre para que procure integrar as atividades e sala de aula.

 
 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA I -
VÍDEO AULA II – FÓRUM ESCOLAR DE ÉTICA E CIDADANIA
PROFESSOR: ULISSES ARAÚJO

O Fórum tem como papel essencial articular os diversos segmentos da comunidade, escolar e não escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno das tentativas de éticas, democracia e cidadania no convívio escolar, focando de forma especifica, quanto eixos de atuações: ética, convivência democrática, direitos humanos, inclusão social.
Como pressupõe a estrutura de um fórum sua composição deve ser a mais aberta possível. Podem e devem participar professores, estudantes, funcionários, diretores, famílias, membros da comunidade comerciante, membros de conselhos, do posto de saúde, líderes comunitários, padres/pastores, etc.

Possíveis atribuições do Fórum
Definição de sua política geral de funcionamento, organização e mobilização dos diversos segmentos da comunidade escolar;
Proposição dos temas dos projetos interdisciplinares e transversais;
Preparação de recursos materiais para o desenvolvimento dos projetos;
Formulação de cronograma local de desenvolvimento das ações;
Avaliação permanente das ações em desenvolvimento.

Formas de Atuação

Junto à direção da escola e aos membros da comunidade para garantir os espaços e tempos necessários ao desenvolvimento dos projetos.
Buscando garantir recursos que permitam a aquisição de materiais necessários para o desenvolvimento dos projetos.
Interagindo com especialistas em educação/ pesquisadores, que possam contribuir com o melhor desenvolvimento das ações planejadas.
Articulando parcerias com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais (ONG s) que possam apoiar as ações do projeto e a criação de propostas que promovam seu enriquecimento.

 
 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA II -
VÍDEO AULA V – Protagonismo juvenil e participação escolar
PROFESSOR: ULISSES ARAÚJO

A importância do aluno ter um papel ativo no processo de ensino aprendizagem

DEFINIÇÃO
A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação política que permita aos jovens participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma.

A aprendizagem baseada em problema é uma metodologia ativa de aprendizagem.
“Estratégia pedagógica apresenta aos estudantes situações significativa e contextualizada no mundo real”.
(Mayo, Donnelliy, Achweartz 1993)

Exemplos – Alunos da USP leste desenvolvendo projetos com crianças numa escola para o campus, inclusão digital com idosos.
Exemplo II – Mesmo de outra aula limpeza da sala de aula.
Exemplos III – Boston – projetos desenvolvidos por alunos em várias áreas para buscar soluções para vários problemas, Bomba de sucção para limpar fossa.
Dados de pesquisa 2008/2009
Alunos desenvolveram valores de ética e cidadania bem maiores do que os alunos que não participaram do projeto.
Dados de pesquisa
Educação comunitária e a construção de valores de democracia e de cidadania.

PROMOVENDO A PARTICIPAÇÃO
Assembléias Escolares;
Grêmio Estudantis;
Estratégias de resolução e de mediação de conflitos;
estratégias de aproximação entre escola, família e comunidade.

 
 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA II -
VÍDEO AULA VI – A EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E A QUESTÃO DE GÊNERO NA ESCOLA
PROFESSOR: VALÉRIA MORIN ARANTES

Objetivo:
Apresentar um trabalho de intervenção e de investigação cujo principal objetivo foi desenvolver projetos e ações que privilegiassem a construção de valores ancorados em fundamentos de ética direitos humanos e na igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres em situações de conflito de gênero.

Intervenção (no cotidiano escolar) e Investigação
Intervenção no cotidiano escolar da escola e de suas relações com os conteúdos educativos e com a comunidade, visando promover a compreensão das situações de conflito e gênero; (violência principalmente);
Busca de dados qualitativos e quantitativos que permitissem “avaliar” os resultados da intervenção.

Intervenção – Método
Planejamento de ações – orientação dos professores, parceria universidade x escola;
Fórum escolar de ética e cidadania; ( uma vez por mês) (comunidade escola);
A pedagogia de projetos; idéia de se trabalhar se forma transversal e inter disciplinar;
Trilhas, mapas e roteiros; mapear no bairro situações que moravam diferentes dos …..
Ações de formação de professores;
Observações diretas e indiretas; Registro de tudo que foi observado dentro e fora de sala de aula;
Diário de campo;
Entrevista individuais orais e por escrito;
Questionário aberto;
Relatórios dos professores – bolsistas sobre seus sub-projetos.

Analise dos conflitos
Conflitos amorosos;
Traição;
Separação;
Violência contra o homem;
Violência contra o casal;
Violência contra a mulher.

Resolução dos Conflitos
Categoria “não moral”;
Categoria “ magica”;
Categoria “moral”

Categoria “não moral”
Discussão sobre o casal,
Conflito: meu irmão chegou em casa e foi tomar banho e a namorada dele foi colocar a janta. Ai eles jantaram. Eles fecharam a porta do quarto. Começou a falar um monte eu minha mãe e minha irmã escutando;

 
 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA III -
VÍDEO AULA IX – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E DIREITOS HUMANOS
PROFESSOR:  ANA MARIA KLEIN

A  professora Ana Maria Klein utilizou essa citação de Paulo Freire para apresentar como ele se referia à Educação Comunitária e comentou que ele é um dos autores que trata da questão da relação entre escola e comunidade.
A Educação Comunitária surge não dentro de um contexto escolar. Inicialmente associada à educação não formal e caracterizada por processos educativos coletivos.
A partir dos anos 1980, intensificando-se na década de 1990. Caracterizada pela democratização do espaço e das relações da participação de todos os envolvidos, da melhoria da qualidade da educação.
CONTEXTO EDUCATIVOS DA EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA
Currículo
Traz as demandas e os interesses da comunidade que passam a fazer parte da escola e do trabalho pedagógico. Os temas vivenciados passam a ser discutidos,  a ser problematizados à luz dos conhecimentos das disciplinas, através de um tema, de um projeto, e o aluno passa a ter uma posição crítica frente aquilo que acontece no lugar onde ele mora.
Cidades Educadoras
Conceito que surgiu no início da década de 90, na Espanha. Sua ideia central é que a escola sozinha não tem condições de construir todos os conhecimentos e informações necessários ao mundo contemporâneo, com isso a educação também deve ser competência da cidade. A partir disso foi feita uma carta das cidades educadoras onde se reconhece que a educação não é uma função restrita à escola, todos da sociedade educam as pessoas que vivem nessa sociedade, portanto a cidade é um contexto educativo. Para além dos muros da escola há outros espaços educativos que são de responsabilidade de todos e que também devem fazer parte dessa rede, desse contexto educativo no qual os alunos se inserem. Portanto a gente abre as portas da escola para espaços que estão fora dos muros escolares e para espaços que muitas vezes estão ali presentes e não percebemos seu potencial.
E como podemos levar tudo isso para dentro da escola ?
Educação Comunitária e as relações entre aprendizagem e cidade
Trilla (1993) autor espanhol destaca três dimensões possíveis para a relação educação-cidade:
Aprender na cidade: lócus de educação, composto por instituições especificamente educativas (museus), instituições cidadãs não especificamente educativas (ONGs), espaços onde se podem realizar encontros e vivências (parques, praças).
Aprender da cidade: agente informal de educação de caráter ambivalente e não seletivo. O curriculum da cidade é contraditório em seus modelos de relações sociais.
Aprender a cidade: a cidade é tomada como conhecimento em si, trata-se de aprender a utilizar a cidade e a participar de sua construção. Conhecer, saber dos seus potenciais e saber também que cada indivíduo é um cidadão com papel ativo que pode transformar aquela realidade. É uma relação de troca, não é só esperar o que a cidade pode me dar, mas o que eu faço também para mudar essa cidade. Estamos falando de uma perspectiva de educação para a cidadania ativa.
Como eu posso trabalhar essa questão da cidade dentro da escola?
1-Uma das possibilidades é o mapeamento: mapear o entorno é uma ação ampla que visa olhar para as potencialidades da comunidade na qual a escola se insere. O objetivo do mapeamento é levantar onde/ o quê/ quem/ por quê, identificando parceiros na tarefa educativa.
2-Um caminho complementar que visa a articulação entre os conteúdos disciplinares e os temas presentes na comunidade são as trilhas, que nascem de um contexto pedagógico, e é um olhar orientado por um tema específico onde tem um duplo caráter:
1°Caráter: intencionalidade e objetividade – meu olhar está orientado para aquele determinado tema que escolhi.
2°Caráter: “caleidoscópio” – percepção das pessoas acerca da comunidade: desafios, potenciais (humanos, equipamentos, locais) e como elas se implicam. É o olhar de diferentes pessoas sobre o mesmo tema.
E onde é que entram os Direitos Humanos?
Direitos Humanos (DH) são comuns a todo(a)s sem distinção de etnia, nacionalidade, sexo, classe social, nível de instrução, religião, opinião política, orientação sexual, ou de qualquer tipo de julgamento moral. Decorrem do reconhecimento da dignidade intrínseca de todo ser humano.
Ou seja, somos humanos, logo temos direitos. Nenhuma diferença pode fazer com que esses direitos não sejam cumpridos.
DH e democracia – liberdade, igualdade e solidariedade: uma democracia só existe se você tiver uma base que também é a base do DH. Logo uma democracia só existe se os DH forem respeitados, se todos tiverem seus direitos respeitados; e DH só são possíveis num país democrático. Portanto democracia e DH é indissociável, uma só existe junto com o outro. Por isso quando se pensa em formação para a cidadania, que é uma das funções da escola, DH tem que estar presente.
Na escola DH se traduzem em conhecimentos, valores e ações que são necessárias à formação dos cidadãos em sociedades democráticas e ao desenvolvimento integral do ser humano.
Aonde é que isso se articula com a Educação Comunitária ?  Os temas que compõe a trilha, por exemplo, que vai dar origem aos Projetos transversais, eles nascem dos Direitos Humanos. Exemplos de alguns temas:
Temas dos projetos derivam da discussão sobre DH
-Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH (ONU -1948)
-Direitos sociais, econômicos e culturais
-Direitos de crianças e adolescentes
-Discriminação racial
-Discriminação contra a mulher
-Direitos relacionados à Educação
-Gênero e orientação sexual na educação
E a Prof° Ana Maria finaliza dizendo: “esses são só alguns exemplos e aqui eu destaco o ECA, ele tem que estar na escola, as crianças e adolescentes tem que conhecer os seus direitos, e fazer com que esses direitos sejam respeitados é a etapa seguinte.
A Educação Comunitária pode fazer valer os DH através de temáticas que vão abordar esses direitos à luz das disciplinas curriculares”.

 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA III -
VÍDEO AULA X – DEMOCRACIA E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
PROFESSORA: ANA MARIA KLEIN 

Nesta décima vídeo-aula a professora Ana Maria Klein inicia a vídeo-aula falando que Dewey associa a democracia a um modo de vida e dentro da escola é um modo de vida que deve reger toda a organização e as relações escolares. E em seguida trouxe a citação que coloquei acima.
Portanto, na compreensão de Dewey, democracia extrapola a escolha de alguém por meio do voto. É um modo de conduzir nossa vida. Quando a gente é educado dentro de um ambiente democrático, a forma de nos relacionarmos com os outros e com a sociedade se aproximam de relações democráticas. E é isso que se espera, que com uma educação democrática você crie disposições internas para que as pessoas ajam democraticamente.
Por ser um modo de vida, ela é também uma proposição ética, moral, ela está na base de como as relações devem ser regidas, estou no âmbito do dever ser: alunos-alunos; alunos-professores; pais-alunos; pais-professores; e  a relação também com o conhecimento.
Modo de vida
  • Por ser um modo de vida, a democracia é uma expressão ética, exigindo uma formação que enfatize a personalidade (individualidade) e a cooperação (responsabilidade pelo bem social).
  • Para atender a esta necessidade formativa a escola deve preparar o indivíduo para que ele pense e dirija-se por si, com responsabilidade e compromisso, num ambiente promotor dos DH. Favorecer que esse ambiente concretize os princípios democráticos e os DH.
  • Uma formação humana que se destina à ordem democrática e à construção de uma sociedade promotora dos Direitos Humanos se realiza em duas vias –  para e pela:
Educar para a democracia e para os Direitos Humanos (âmbito/conteúdo): Ensino, aprendizagem de conteúdos específicos. Conhecimentos sobre princípios, valores e direitos.
Educar pela democracia e pelos Direitos Humanos (favorecer um ambiente onde esses direitos sejam de fato vivenciados): A convivência em um ambiente democrático e promotor dos DH favorece disposições internas para que as ações cotidianas sejam pautadas por princípios democráticos, que adotem os direitos humanos como modo de conduzir a vida pessoal, escolar e social.
No Brasil a EDH é um compromisso assumido pelo país internacionalmente. Quando o Brasil se torna signatário da DUDH, compromete-se com uma educação em direitos humanos.
Por que Educação e Direitos Humanos não se descolam ? Porque eu só consigo ter acesso e conhecer meus direitos pela via da Educação. A Educação é um direito fundamental pelo gozo de todos os outros direitos. Sem educação os outros direitos não se realizam.
Apesar da Educação em DH estar na DUDH desde 1948, as medidas para a sua efetivação são relativamente recentes.
Prática efetiva da EDH
  • ONU,1995 – Declarou a década das Nações Unidas para a Educação em matéria de DH.
  • ONU, 2004 – Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou o Programa Mundial para a Educação em Direitos Humanos PMEDH – fase 1 (2005 a 2009).
  • Brasil, 2003 – Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNDH) elaborado em 2003 e revisto em 2006, afirma o compromisso nacional sob a forma de políticas públicas com a EDH para a educação básica e para o ensino superior.
  • Na Constituição é possível reconhecer os fundamentos da Educação em Direitos Humanos.
Como é que podemos levar isso para dentro da escola ?
EDH NA ESCOLA
  • “A EDH visa a formação de sujeitos de direitos por meio do conhecimento e do respeito aos seus direitos, mais do que isso pretende que essa formação traduza-se em ações, em um modo de conduzir a vida pessoal e social. Nesse sentido, a EDH é, antes de tudo, um modo de vida que deve orientar a convivência social e escolar. Por caracterizar-se como um processo sistemático e multidimensional seu desenvolvimento se dá mediante a articulação de cinco dimensões.” (Brasil –PNDH 2009)
  • A Educação é a via única para lutar pela reparação de direitos humanos. É o caminho para prevenir que os direitos humanos não sejam violados. A EDH orienta a escola, mas tem que orientar a vida em sociedade. Para a gente conseguir superar a diferença entre Brasil legal e Brasil real. Temos uma legislação que não vemos acontecendo na prática, é preciso lutar para que esse Brasil legal se efetive na prática.
  • É através de uma educação em DH, da consciência de direitos que se vai tentar construir uma cultura da paz, uma cultura que respeite e promova os direitos humanos, para não termos que correr atrás de reparar quando esses direitos são violados.
Cinco dimensões da EDH
  1. Apreensão de conhecimentos sobre DH e a sua relação com os contextos internacionais, nacionais e local.
  2. Afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura dos DH.
  3. Formação de uma consciência cidadã.
  4. Desenvolvimento de processos metodológicos, participativos e de construção coletiva, utilizando linguagens e materiais didáticos contextualizados.
  5. Fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos DH, bem como da reparação das violações.
A EDH é promovida através de três campos
  • Epistemológico: diz respeito ao conhecimento e habilidades relacionados aos DH – conhecer os DH e os mecanismos existentes para a sua proteção, assim como desenvolver habilidades para aplicá-los no dia-a-dia.
  • Axiológico: diz respeito aos valores (que são consoantes com a democracia e com os DH), atitudes e comportamentos que sustentem os DH.
  • Práxis: (que é ação)- desencadear ações para a defesa e promoção dos DH.
Toda ação educativa voltada para a EDH tem sempre esses três campos, eles estão sempre juntos: Conhecimento, Valores e Ação. Sem isso a EDH não se realiza. Pois o que se quer é uma cultura de DH, que os DH e democracia sejam um modo de conduzir a vida.
O Instituto interamericano de DH estabeleceu três diferentes níveis de conteúdos
  • maxiconteúdos: epistemológico, axiológico e práxis.
  • intermediários: conhecimentos específicos – articular com as disciplinas curriculares.
  • miniconteúdos: à realidade daquela comunidade, daquela escola no limite daquele aluno.
Inserção curricular – formas de inserir a EDH dentro do currículo: Dimensão didático-pedagógico:  DH é Pluri/Trans e Interdisciplinar.
  • Pluridisciplinaridade: Estuda um objeto de uma disciplina pelo ângulo de várias outras ao mesmo tempo.
  • Transdisciplinaridade: Refere-se ao conhecimento próprio da disciplina, mas está para além dela, tanto no espaço quanto no tempo. Unidade do conhecimento – parte e o todo.
  • Interdisciplinaridade: Integração das diferentes áreas do conhecimento, trabalho de cooperação e troca, aberto ao diálogo e ao planejamento.
Dimensão epistemológica do conhecimento
TRANSVERSALIDADE
Forma de organizar o trabalho escolar no qual temas ou eixos temáticos são integrados  às disciplinas de forma a estarem presentes em todas elas. Uma característica central da transversalidade é a relação que se estabelece entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade).”
 CNE/CEB n°7/2010
A professora Ana Maria encerra esta vídeo-aula discorrendo que não há necessidade de se criar uma nova disciplina.

 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA IV -
VÍDEO AULA XIII – EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA, ESTUDO DA CIDADE E O USO DA CARTOGRAFIA
PROFESSORA: SÔNIA CASTELAR 

“”Fazer da cidade um objeto de educação geográfica significa superar a superficialidade conceitual e estabelecer uma relação mais eficaz entre o saber formal e o informal”
O tema central desta vídeo aula é a cidade como projeto educativo.
A professora Sonia Castelar aborda este tema e faz a seguinte reflexão: “pensar como num currículo integrado na escola, os professores possam participar de uma forma conjunta num estudo centrado na cidade. Pensar a cidade – é o lócus, é o lugar de vivência dos alunos, das pessoas e reconhece-la, identificá-la, compreende-la.”
Ao pensar no bairro (comparar, associar com outras escolas, outros lugares do mundo) – ideia de pertencimento (diversidade cultural, cidadania, pertencimento, raízes, vizinhança) – que comunidade é essa ? (entorno da escola; organização do território). O bairro nos ajuda a entender a dimensão social, econômica e cultural daquele grupo que pertence aquela escola e aquele lugar. Imagens que vão simbolizando, caracterizando aquele lugar, aquela região e vão se tornando referenciais de valores das crianças.
Não dá para ser uma aula dentro da escola é preciso superar os muros da escola e encontrar outros espaços de organização das aulas: o entorno, museu, parque, casa de cultura, trabalho de campo, ida a uma festa. Isso começa a criar um capital cultural e pode diminuir o conflito via a ideia de cidade educadora: é objeto de educação e é educadora porque tem uma forma de entender, tem conceitos como aquele espaço foi produzido (tramas dessas redes produtivas e sociais).
Aquilo que ele está aprendendo na escola faz sentido quando ele vai para a rua. Cada professor vai dar sua disciplina, mas tem objetos de estudo que podem fazer essa articulação. Característica mais interdisciplinar do currículo.
Com um bom roteiro, um bom olhar : museu do futebol; metrô; trem etc…
Os alunos descobrem que a cidade é mais do que uma decodificação das informações que ela revela na sua  aparência, mas pode-se descobrir a sua estrutura, sua gênese e função e está estruturada a partir de uma lógica. Daí é preciso decodificar e associar essas informações.
Estudar o lugar, estudar a cidade – isso tem que ser feito a partir de um projeto educativo, e é esse o desafio e você vai construir valores não só culturais,mas do ponto de vista da relação com o outro.
TEMÁTICA URBANA
  • Enfoque morfológico: Se no estudo a ênfase for descrição das formas construtivas e visíveis, por exemplo: classificação dos bairros; tipo de edificação; rede de circulação; tipo de estabelecimentos; rede social (escola, hospitais, postos de saúde). Vai mapeando, discutindo a desigualdade social, comparando com outros lugares.
  • Enfoque histórico: O ensino se organiza a partir dos relatos da biografia da cidade e da vida de seus habitantes, por exemplo: história de vida; mudanças e permanências; tempo.
  • Enfoque ambiental: Quando a problemática for o meio ambiente: análise do meio físico e os impactos das construções; o cidadão como protagonista – será o ensino centrado no conhecimento e exercício dos direitos do cidadão.
A professora Sônia finaliza esta vídeo-aula enfatizando a finalidade do estudo da cidade: “Como vivem as pessoas; como funcionam as cidades; as redes de circulação; qualidade de vida; elaboração do plano diretor; análise ambiental, etc…”

 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA IV -
VÍDEO AULA XIV-  A CARTOGRAFIA E A REPRESENTAÇÃO DOS LUGARES
PROFESSORA: SÔNIA CASTELAR 

“São Paulo não é apenas o resultado do seu local, de sua situação e do seu clima: antes disso tudo, é o produto do trabalho dos homens que, em épocas diferentes, conforme as circunstâncias históricas mutáveis tiraram partido da natureza inerte.” (Pierre Monbeig)

Para ler um texto, aprendemos a ler criticamente e podemos até desvendá-lo ideologicamente suas intenções e opções teórico-metodológicas.

Para ler um mapa isso não ocorre, copiamos ou produzimos sob um conjunto rígido de técnicas, não aprendemos a lê-lo criticamente. É possível ler um mapa criticamente, para entender a realidade de um local ou até de uma época.
Durante a aula foi apresentado diversos mapas, de épocas diferentes. Através destes mapas, dá para entender as concepções que as pessoas tinham em cada época distinta.

Os mapas reproduzem um sistema de valores sociais que são culturais e históricos.
Mapas como construções culturais de discursos sobre o território – é possível ler a sociedade pelos mapas.

Cidade educadora – fazer da cidade um objeto de educação geográfica significa superar a superficialidade conceitual e estabelecer uma relação mais eficaz entre o saber formal e o informal.

 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA V -
VÍDEO AULA XVII – TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS, CURRÍCULO E CULTURA
PROFESSOR: MARCOS NEIRA

Nesta décima sétima vídeo aula o  professor Marcos Neira iniciou dizendo que o objetivo era procurar uma inter relação entre esses três elementos A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, O CURRÍCULO E A CULTURA.
PRINCIPAIS ITENS
  1. Globalização: há autores que dirão que ela remonta ao século XVI, XVII com a circulação de bens e serviços. Porém tratará da globalização nos últimos 50 anos. E sobre isso fez menção ao self-service e, também, que acompanhamos algo do outro lado do mundo ao vivo. Pela primeira vez nos deparamos com o outro, em qualquer lugar, cotidianamente e quase que o tempo inteiro.
  2. Contexto democrático: a sociedade veio lentamente se democratizando. Hoje temos um público na escola, que até um tempo atrás não estava presente.
  3. Sociedade Multicultural: uma sala de aula é um contexto multicultural. Uma família também. São campos, terrenos, territórios culturais absolutamente distintos.
  4. Função social da escola: garantirá experiência social, uma circulação na esfera pública de maneira mais qualificada. É preciso selecionar determinados elementos para colocar dentro da experiência escolar.
  5. O professor relata que  “essa experiência de currículo tem chamado a atenção de teóricos como: Antonio Flávio Barbosa Moreira, Ana “Canen” (copiei como ele pronunciou),Tomas Tadeu da Silva, Elizabete de Macedo, Alice Casemiro Lopes. E para eles currículo é toda experiência proposta pela escola ou a partir dela.
As teorias curriculares em são mencionadas em três grandes grupos:
TEORIAS CURRICULARES
  • Teorias tradicionais: objetivam recortar uma parte da cultura erudita e não colocam em xeque o valor desses conhecimentos, tem que, simplesmente, ser aprendidos.
  • Teorias críticas: nas décadas de 60, 70 e 80 o modo tradicional de entender a escola e o currículo passou a ser fortemente questionada, a experiência escolar era para manter a sociedade dividida em classes sociais. Das décadas de 60 a 80 ebulição de teorias, e críticas ao emprego do currículo como instrumento para manutenção das desigualdades sociais. Assim produziram a teoria crítico-reprodutivistas que colocavam em xeque os conhecimentos que iam para dentro do currículo.
  • Teorias pós-críticas: Não somente as relações de poder baseadas em questões de classe que interferem na seleção de conteúdo. Ensinamos alguma coisa enquanto prática social, esta teoria está impregnada de classe, etnia, gênero, local e faixa etária.
DEFINIÇÕES DE CULTURA EM DIFERENTES ÉPOCAS
  • Cultuar, cultivar (Grécia Antiga)
  • Estado de Espírito (França, séc XVIII)
  • Associada à razão e civilização (Iluminismo)
  • Fator de identidade nacional (Alemanha, séc XIX)
  • Modo de produção de classe (Inglaterra, séc XIX)
Mas foi no sec.XX, graças aos antropólogos, que o conceito de cultura ganhou força e chegamos ao que hoje se pensa.
CULTURA, O OLHAR DA ANTROPOLOGIA
  • Evolucionista: (Tylor);
  • Relativista: (Boas);
  • Funcionalista (Malinowiski);
  • Sistêmica (Durkheim);
  • Interpretativa (Geertz);
  • A partir dos anos 50 surge cultura como campo de luta para validação de significado.
CULTURA, O OLHAR DOS ESTUDOS CULTURAIS
  • Campo de lutas (Hall);
  • Incorporação;
  • Distorção;
  • Resistência;
  • Negociação.

 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA V -
VÍDEO AULA XVIII – A VALORIZAÇÃO DA CULTURAL CORPORAL DA COMUNIDADE NO CURRÍCULO ESCOLAR
PROFESSOR: MARCOS NEIRA

Nesta vídeo aula o Professor Marcos Neira apresenta logo de início a concepção de cultura para os estudos culturais: Campo de lutas para validação de significados.
Define a cultura corporal como um conjunto de conhecimentos que envolve brincadeiras, danças, lutas, ginásticas e esportes. Todos os grupos culturais também possuem uma parte da cultura que se refere às práticas corporais e atribuem significados específicos a essas práticas corporais.
Cultura e Cultura corporal:
  • Concepção dos estudos corporais
  • Movimento x Gesto
  • Produção da gestualidade
  • Textos corporais
As manifestações culturais agregam os elementos da gestualidade sistematizada. Um gesto tem um sentido específico dentro de uma brincadeira, dentro de um esporte, de uma dança.
  • Leitura da gestualidade: o gesto é um movimento com significado.
O movimento dentro da brincadeira, esporte, dança, da ginástica tem como intenção comunicar. Esse movimento está dentro de um texto, um texto da cultura corporal. Por isso na perspectiva corporal movimento é uma coisa e gesto é outra.
  • Gestualidade: textos corporais culturais: produzidos pelas crianças, jovens, adultos, idosos, por vários grupos sociais. Essa produção da gestualidade está sempre relacionada ao sentido que aquela prática corporal tem em determinada comunidade. Cada comunidade produz uma gestualidade que lhe permite veicular os significados do mundo.
Andar de skate, jogar futebol, brincar de amarelinha são textos da cultura corporal.
Conceitos extraídos da Teoria Curricular Pós crítica
QUATRO PRINCÍPIOS CURRICULARES
-Enraizar as identidades: será que aquelas práticas corporais que escolhemos estão enraizadas, tem relação com essas identidades?
-Justiça curricular: equilibrar as práticas corporais que representam todos esses grupos culturais.
-Evitar o daltonismo cultural: reconhecer o arco-íris de culturas.
-Ancoragem social dos conteúdos: todas as brincadeiras devem estar ancoradas socialmente. As práticas corporais devem ser selecionadas pelo professor tendo em vista a existência dessa prática corporal fora da escola.
Cultura corporal é um patrimônio e precisa ser estudado dentro da escola, entendido, apreciado, compreendido.
ORIENTAÇÃO DIDÁDICA
  • Mapeamento da cultura corporal: procurar identificar quais são as experiências culturais corporais que as pessoas da escola acessam.  A partir desse mapeamento vamos selecionar as práticas corporais que serão trabalhadas no currículo. Por exemplo trabalhar com esse artefato da cultura corporal: o pião.
  • Ressignificação das práticas corporais: as crianças na sala de aula compõem uma microsociedade multicultural. Esse pião é ressignificado de várias maneiras.
  • Aprofundamento dos conhecimentos: produto de pesquisa que fizeram sobre o pião.
  • Ampliação: crianças indígenas brincando de outra maneira com o pião fizeram com que ampliassem o significado ao redor desse artefato.
 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA V I -
VÍDEO AULA XXI – LAZER, CULTURA E ELEMENTOS COMUNITÁRIOS
PROFESSOR: RICARDO UVINHA

O professor Uvinha apresenta nesta vídeo-aula  lazer como uma esfera social e a relação do lazer com a comunidade.
Ele ressalta que o lazer tem uma dimensão subjetiva e uma esfera social significativa, e que o lazer tem muitas e distintas definições.
Conceito de lazer (Jofre Dumazedier)
“Um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou ainda para desenvolver sua formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais”.
Três dimensões (3Ds):
-Descanso
-Divertimento
-Desenvolvimento

Jofre Dumazedier indica os conteúdos culturais do lazer:
  • artistico;
  • intelectuais;
  • manuais;
  • sociais;
  • físicos;
  • turísticos.
1- Interesses artísticos: Imagens, emoções, sentimentos / Conteúdo estético, busca da beleza / Campo simbólico
Ex. manifestações artísticas: teatro, museus, centros culturais, cultura popular)
2- Interesses intelectuais: Ex. participação em cursos, leitura, jogo de xadrez
3- Interesses manuais: Artesanato, culinária, “bricolage” / Jardinagem, cuidado com animais /
4- Interesses sociais: Festas, bailes, bares e cafés
5- Interesses físico-desportivos: Práticas esportivas, pesca, ginástica.
6- Interesses turísticos: Turismo como “elemento” do lazer.
Todos esses seis elementos podem ser associados à dimensão de divertimento e de desenvolvimento.
Lazer, cultura e elementos comunitários
-Busca de forma “preponderante” no desenvolvimento de atividades.
-Escolhas subjetivas (evidencia-se a “opção” no lazer).
Equipamentos de lazer
-Não específicos: (lar, rua, escolas)
-Específicos: construídos com a finalidade do lazer. Subordinação aos conteúdos culturais do lazer: artístico, intelectual, manual, social, físico e turístico.
-Micro equipamentos especializados: a um conteúdo cultural do lazer (academia de ginástica, biblioteca)
-Médio de polivalência dirigida: clubes com 3, 4, 5 conteúdos culturais do lazer.
-Macro equipamento polivalente: plenitude dos conteúdos culturais do lazer.
Por exemplo: Zona Leste tem 4 milhões e meio de habitantes.
Estimular não só a criação de novos equipamentos específicos, mas a criação de possibilidades a partir dos equipamentos não específicos. Abrir o espaço da escola para absorver a cultura da comunidade. O lazer deve ser aproveitado no equipamento não específico. Abertura da rua. E para novos equipamentos específicos a comunidade deve ser consultada ( o que cabe, o que gosta).
Equipamentos de lazer: Devem atender a população de forma democrática e devem receber efetiva política de animação cultural.
Atuação profissional: Os agentes/animadores socioculturais tem importante papel na sensibilização para o usufruto do espaço/equipamento. Associar essas atividades ao desenvolvimento da comunidade, estimular e garantir a participação democrática em termos de cidadania e garantir, também, o entendimento da importância do lazer como uma esfera social.
 
 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA VI -
VÍDEO AULA XXII – LAZER JUVENTUDE E ESPORTES
PROFESSOR: RICARDO UVINHA

Nesta Vídeo-aula 0 professor Ricardo Uvinha falou de início de uma pesquisa com adolescentes de 12 a 18 anos na China que revelou a preferência deles por ver TV no tempo livre. E isso não é diferente aqui no Brasil, onde também o esporte na TV ou como praticante é muito presente.
Cultura e identidade de grupo
-Espaço físico
-Grupos/ Tribos/ Gênero
-Rixas
-Linguagem
-Vestimenta
-Música
A indústria cultural se aproveita muito desses elementos.
O que é dito nas pistas dos skatistas,  a forma de linguagem, vem para a realidade do dia a dia e esse jovem se expressa assim na escola.
Pedaço: termo antropológico usado por diversos autores entre eles José Guilherme  Canto Manhame. É um espaço simbólico entre a casa e a rua; o formal e o informal; o público e o privado. Assim os jovens se reconhecem no encontro com outros jovens, no encontro com os pares.
Definição de Pedaço: “espaço onde [...] se desenvolve uma sociabilidade básica, mais ampla que a fundada nos laços familiares, porém mais densa, significativa e estável que as relações formais e individualizadas impostas pela sociedade.”
Pedaço – dois componentes
-de ordem “espacial” (o telefone público, a padaria, o campo de futebol, o bar, etc…);
-de ordem “simbólica” (composto de uma ampla rede de relações sociais);
Termo que designaria um espaço intermediário entre o privado (casa) e o público (rua).
Esportes radicais, mídia e marketing
Classificação
Aéreos: paraquedismo, balonismo, vôo livre;
Aquáticos: surf e outros;
Terrestres: caminhada e outros.
Características da aventura
-resultados incertos, grau de imprevisibilidade
-perigo e risco;
-desafio;
-novidade;
-exploração e descoberta;
-atenção e concentração;
-estímulo e entusiasmo.
Nesta vídeo aula o professor Ricardo apresenta uma reportagem da Revista Nova Escola de agosto de 2006 onde menciona escolas que adotavam esportes de aventura no conteúdo tanto nas aulas de Educação Física como abrindo as escolas para a comunidade.
Escolas – modalidades adaptadas
Banco sueco: esportes com prancha;
Rolamentos em colchonetes: esportes aéreos;
Equipamentos trazidos pelos alunos;
Vivências fora da escola
Bóiacross; rafting; surfe; escalada outdoor; cascading/canyoning; trekking; rapel.
Também é fundamental valorizar o meio ambiente, elementos de cooperação, de sociabilidade, que são fundamentais quando associados à comunidade.

Lazer do jovem
-Compreensão das múltiplas experiências do lazer vivenciadas pelo jovem no seu tempo livre.
-Momentos de acentuada relevância em termos de valores e expressão, de signos sociais.
-Cultura juvenil multifacetada e em constante transformação.

 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA VI -
VÍDEO AULA XXV – RELAÇÕES COM AS COMUNIDADES E A POTÊNCIA DO TRABALHO EM REDE
PROFESSOR: PATRÍCIA JUNQUEIRA GRANDINO

Contemporaneidade
Tempo de Paradoxos
-Final do sec XX (últimos 35 anos) notáveis descobertas e progresso científicos, progressão do nível de vida.
-Crescimento econômico não garante a equidade, não garante o respeito pela condição humana.
Tensões
-Cultura de massa x cultura local: tornar-se cidadão do mundo sem perder referências e pertencimento a comunidade de origem.
-Tradição x Modernidade: construir sua autonomia em dialética com a liberdade e a evolução do outro, dominar o progresso científico.
-Competição x Igualdade de oportunidades: conciliar a competição que estimula, a cooperação que reforça e a solidariedade que une.
Vivemos um tempo de fragmentação no qual a realidade é multifacetada e a sucessão de eventos assume um ritmo frenético.
Mais de 90% dos lares brasileiros tem televisão. Acompanhamos em tempo real os acontecimentos do mundo, ressoando em cada um de nós o impacto disso.
Frente a esses paradoxos e tensões que vão se acentuando.Com a cultura de massa  dissiminando valores e modo de existir generalizados, onde corre-se o risco de descaracterizar a essência da individualidade de cada pessoa e de cada grupo, temos por outro lado uma condição de acentuação maior das identidades locais.
A importância para os jovens de grupos de pertencimento com identidades próprias, ex: emos, skatistas, surfistas, enfim, composições grupais- sentimento importante na constituição de suas identidades.
Sobre a 3°tensão: competição x igualdade de oportunidades a professora Patrícia enfatizou:
“A competição não na sua forma destrutiva, mas de maneira estimulante, pode servir como desafio, como um instigado desejo de pessoas, grupos, alcançarem objetivos. E por outro lado é preciso desenvolver as outras formas de relacionamento mais participativos, cooperativos e que pressupõem um laço social mais compartilhado e efetivo. Essa  tensão nos possibilita perceber a importância do trabalho com comunidades.”
Comunidades – de que falamos?
Comunidade
-Realidade social que garante a permanência de laços sociais mais estreitos. Locais de afirmação da identidade de sujeitos e grupos.
-Presença de afetos e sentimento de pertença e potencial de solidariedade pelo reconhecimento recíproco (família, associações, igrejas).
-Comunidade(s) podem ser considerada(s) espaço(s) privilegiado(s) de garantia e exercício da cidadania.
A potência do trabalho em rede
Pensar a escola como um pólo de irradiação e de aglutinação desses recursos, que possam fortalecer a implicação desses diferentes atores com as questões dessa comunidade e os aspectos de enfrentamento dos problemas dessa comunidade.
É possível uma problematização de qualidade dos problemas dessa comunidade. Uma reflexão compartilhada de um mesmo problema com educadores, profissionais de saúde, alunos, pais e conselheiros tutelares.
Trabalho em rede
-Potencializar os recursos da comunidade
-Fortalecer a implicação dos diferentes atores de uma comunidade
-Problematizar as questões emergentes da comunidade coletivamente
-Identificar estratégias de enfrentamento compartilhadas
Exemplo: Dificuldades de relacionamento entre adolescentes, famílias e escola
Quais seriam os atores que poderiam ser convocados a participar dessa discussão e operar no sentido de pensar estratégias de intervenção para essa realidade ?
Atores potenciais: professores, conselheiros tutelares, líderes religiosos, mães, pais, avós (a importância nessa perspectiva da tradição, as relações inter geracionais e o ganho que elas podem oferecer num trabalho de acolhimento e fortalecimento dos vínculos), educadores sociais, agentes comunitários de saúde, adolescentes, universidades.
Organização de um plano de atividades ativas e participativas sobre a temática
*Fóruns de discussão sobre o ECA.
*Formação de adolescentes multiplicadores de práticas de solidariedade comunitária.
*Oficinas de pais e educadores (efeito preventivo).
A professora Patrícia finaliza esta vídeo aula falando que com isso se potencializam os resultados, se fortalecem os vínculos e essas relações solidárias da comunidade passam a ser mais efetivas.

 

MODULO II – EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA
SEMANA VII -
VÍDEO AULA XXVI – UH-BATUK-ERÊ: UMA AÇÃO DE COMUNIDADE
PROFESSOR: EDSON AZEVEDO

Este projeto realizado em uma escola municipal de São Paulo iniciou-se através da observação da baixo auto-estima e distorção de identidade existente na comunidade escolar.
O que fazer ?
Estabelecer a dialogicidade entre os diversos saberes e tradições identificando as etnias que formam o povo brasileiro.
Como fazer acontecer ?
Promover a arte como mediadora do multiculturalismo presente na identidade brasileira, orientada pela pedagogia da autonomia, da emoção do saber fazer consciente.
A ação acontece em cinco frentes
Encontros de formação;
Oficinas;
Fóruns comunitário;
Trilhas culturais/ Trilhas de observação do entorno;
Apresentações dentro e fora da escola;
E são os alunos que trazem a comunidade para dentro da escola – Protagonismo.
O que mudou ?
A relação como grupo
Atuação e envolvimento no espaço-escola;
Compartilhamento de ações coletivas;
Encontros comunitários;
Redução de preconceitos e desigualdades.
Que a Ação Uh-Batuk-Erê continue…
Buscando resultados concretos e mensuráveis;
Ressignificando a escola como elemento agregador;
Envolvendo a comunidade;
Valorizando o saber popular associado ao sistematizado;
Construindo a cidadania com emoção e conhecimento;
Formando e fazendo a nossa história.

 

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