Modulo I – Temas Transversais e a Estratégia de Projetos

MODULO I INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA I -
VÍDEO AULA I – AS REVOLUÇÕES EDUCACIONAIS
PROFESSOR: ULISSES ARAÚJO

“Seja em você a mudança que quer para o mundo”
(Gandhi)

Nesta aula, o Professor Ulisses Araújo discorre sobre a história da Escola Contemporânea, baseado no livro de José M. Esteves “A Terceira Revolução Educacional” da editora Moderna publicado em 2004, essa história tem seu princípio no Egito Antigo, quando acontece a Primeira Revolução Educacional e a educação se destinava apenas para a aristocracia, somente os filhos dos faraós tinham direito à educação.
A Segunda Revolução Educacional tem seus princípios na Europa, quando os Estados Nacionais Europeus começam a se consolidar no fim do Feudalismo, em meados de 1787 quando o Rei da Prússia, Frederico Guilherme II, determina que a Educação deva ser pública, sobre responsabilidade do Estado. Nessa época que começa a formar o modelo de educação que temos até os dias de hoje.
A Terceira Revolução está baseada no princípio da Democratizaçao e Universalizaçao do acesso à Educação. É um processo sócio/político/econômico, fundamentado na inclusão das diferenças sociais, econômicas, psíquica, física, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gêneros. Este é o maior desafio que educadores e educandos precisam enfrentar para modernizar a educação.
Partindo de um momento particular em que com o passar dos anos a educação se renova, e de uma forma específica merece adotar uma nova postura; as crianças, os adolescente, os educandos e os educadores de, em especial, tem um grande mérito na roda da história, desafiam, impõem coerências e cobram respostas.
Assim, a inconformidade com o atual estado do ensino, nos impulsiona a buscar novos caminhos, a transformar as praticas conservadoras de educação em novos desafios com projetos que pretendem suprimir as desigualdades existentes.

 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA I -
VÍDEO AULA II – OS CAMINHOS DA INTERDISCIPLINALIDADE
PROFESSOR: ULISSES ARAÚJO

“Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar”
(José Saramago)

A segunda vídeo aula, o professor Ulisses Araújo discorre sobre a Base do Pensamento Simplificador, e o método de Descartes. O pensamento simplificador possui suas bases na disjunção, que separa os diversos tipos de conhecimento criando as disciplinas, na redução, onde analisa a parte como se fosse o todo e na abstração matematização e formalização da ciência.

Segundo Edigar Morin “O Paradigma de Simplificação trouxe a vantagem da divisão do trabalho, da produção de novos conhecimentos e a elucidação de inúmeros fenômenos. Permitiu ao ser humano entar dominar e controlar a natureza e foram inequivocadamente eficazes para o progresso científico e para a melhoria de condições de vida da população entre os séculos XVII a XX”.

Porém três movimentos da superação disciplinaridade ganham força para mudarem a realidade da educação: a Transdisciplinaridade, a Multudisciplinaridade e a Interdisciplinaridade.

Projetos Transdisciplinar, Multidisciplinar e Interdisciplinaridade são métodos que corroboram a articulação entre as várias disciplinas e estabelecem diálogos entre estas.

 
 
 

MODULO I INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA II -
VÍDEO AULA V – O CONCEITO DA TRANSVERSALIDADE
PROFESSOR: ULISSES ARAÚJO

“Quando alguém encontra seu caminho precisa ter coragem suficiente para dar passos errados. As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que Deus utiliza para mostrar a estrada”.
(Paulo Freire)

O termo Transversalidade é entendido na educação como forma de organizar o trabalho didático fazendo com que temas como cidadania, ética, política, social, ambiental, etc, se integrem nas áreas de conhecimentos convencionais, fazendo um elo entre o tradicional e a nova realidade das escolas, despertando o interesse dos alunos e professores.

 
 
 

MODULO I INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
SEMANA II-
VÍDEO AULA VI – TEMAS TRANSVERSAIS EM EDUCAÇÃO
PROFESSORA: VALÉRIA ARANTES

“Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um”.
(Platão)

Sobre os temas transversais, a professora Valéria Arantes apresenta as diferentes concepções de transversalidade e como projetos transversais e interdisciplinares que podem ser desenvolvidos em instituições escolares.

Os temas Transversais são apresentados nesta vídeo-aula em dois diferentes momentos:

  1. apresenta as diferentes concepções de transversalidade na educação;
  2. apresenta projeto transversal e interdisciplinar desenvolvido numa instituição escolar.
Cada região deve trabalhar temas transversais livres, condizentes com a realidade dos alunos.

 
 
 

MODULO I INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA III -
VÍDEO AULA IX – CIÊNCIA E EDUCAÇÃO
PROFESSOR: LUIZ CARLOS DE MENEZES

“A ciência consiste em substituir o saber que parecia seguro por uma teoria, ou seja, por algo problemático”.
(José Saramago)

  • Ciência como linguagem;
  • Ciência como instrumento Prático;
  • Ciência como instrumento prático.
A idéia do conteúdo escolar é baseada no discurso do ensinamento do professor e isso é muito insuficiente.
Avaliar uma conta de energia e decidir pela troca de um chuveiro elétrico por um a gás ou distinguir um resfriado de uma virose mais grave, são exemplos de inúmeras competências relacionadas a conhecimentos científicos.

O mais importante é fazer uma ponte entre o disciplinar e o interdisciplinar. O projeto de Educação do Ribeirão Anhumas, apresentado nesta aula, é um belo exemplo de interdisciplinaridade, e de como a união e boa vontade fazem a diferença e desperta o interesse dos alunos ao conhecimento e a busca de soluções.

 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA III -
VÍDEO AULA X – INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSVERSALIDADE NA EDUCAÇÃO

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”.
(Peter Drucker)
“A gente vem na escola para aprender a ler o mundo, começa lendo um texto, mas ler, compreender, mas é ler e compreender o mundo”
(Professor Nilson José Machado)

O exemplo do Ribeirão Ayumas que corta a cidade de Campinas ilustra essa vídeo-aula, para explicar o tema Transversal e mostrar um exemplo de projeto que estimula e passa por várias disciplina semeando o conhecimento.

Multidisciplinaridade
A multidisciplinaridade é a visão menos compartilhada de todas as 3 visões. Para este, um elemento pode ser estudado por disciplinas diferentes ao mesmo tempo, contudo, não ocorrerá uma sobreposição dos seus saberes no estudo do elemento analisado. Segundo Almeida Filho (Almeida Filho, 1997) a idéia mais correta para esta visão seria a da justaposição das disciplinas cada uma cooperando dentro do seu saber para o estudo do elemento em questão. Nesta, cada professor cooperará com o estudo dentro da sua própria ótica; um estudo sob diversos ângulos, mas sem existir um rompimento entre as fronteiras das disciplinas.
Como um processo inicial rumo à tentativa de um pensamento horizontalizado entre as disciplinas, a multidisciplinaridade institui o inicio do fim da especialização do conteúdo. Para Morin (Morin, 2000) a grande dificuldade nesta linha de trabalho se encontra na difícil localização da “via de interarticulação” entre as diferentes ciências.É importante lembrar que cada uma delas possui uma linguagem própria e conceitos particulares que precisam ser traduzidos entre as linguagens.
Interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade, segundo Saviani (Saviani, 2003) é indispensável para a implantação de uma processo inteligente de construção do currículo de sala de aula  informal, realístico e integrado. Através da interdisciplinaridade o conhecimento passa de algo setorizado para um conhecimento integrado onde as disciplinas científicas interagem entre si.
Bochniak (Bochniak, 1992) afirma que a interdisciplinaridade é a forma correta de se superar a fragmentação do saber instituída no currículo formal. Através desta visão ocorrem interações recíprocas entre as disciplinas. Estas geram a troca de dados, resultados, informações e métodos.Esta perspectiva transcende a justaposição das disciplinas, é na verdade um “processo de co-participação, reciprocidade, mutualidade, diálogo que caracterizam não somente as disciplinas, mas todos os envolvidos no processo educativo”(idem).
Transdisciplinaridade
A transdisciplinaridade foi primeiramente proposta por Piaget em 1970 (PIAGET, 1970) há muitos anos, contudo, só recentemente é que esta proposta tem sido analisada e pontualmente estudada para implementação como processo de ensino/aprendizado.
Para a transdisciplinaridade as fronteiras das disciplinas são praticamente inexistentes. Há uma sobreposição tal que é impossível identificar onde um começa e onde ela termina.
“a transdisciplinaridade como uma forma de ser, saber e abordar, atravessando as fronteiras epistemológicas de cada ciência, praticando o diálogo dos saberes sem perder de vista a diversidade e a preservação da vida no planeta, construindo um texto contextualizado e personalizado de leitura de fenôminos”. (Theofilo, 2000)
A importância deste novo método de analise das problemáticas sob a ótica da transdisciplinaridade pode ser constatada através da recomendação instituída pela UNESCO em sua conferência mundial para o ensino Superior (UNESCO, 1998).
Nicolescu (Nicolescu, 1996) formula a frase: “A transdisciplinaridade diz respeito ao que se encontra entre as disciplinas, através das disciplinas e para além de toda adisciplina”. A esta ultima colocação entende-se “zona do espiritual e/ou sagrado”.

http://www.webartigos.com/artigos/transdisciplinaridade-interdisciplinaridade-e-multidisciplinaridade/34645/

O Professor Nilson José Machado fala nesta vídeo-aula sobre a transversalidade, ele fala do tema transversal como algo que passa pelas outras matérias, o mundo não é disciplinar….

O Professor Pablo Rubén Mariconda, discorre sobre Renè Descartes e seu Método Cietífico, o início do pensamento sobre a fragmentação das disciplinas.

Edigar Morin, fala sobre o nosso sistema de educação que é um paradigma que chamaremos de “simplificação, que domina o ensino e para conhecer nós separamos e reduzimos o que é complexo e simples, tal visão mutila, inevitavelmente, o conhecimento. o problema então é conseguirmos obedecer a e ao mesmo tempo, relacionar. É justamente o paradigma que domina o conhecimento na nossa civilização e na nossa sociedade é um paradigma que impede o conhecimento complexo, o conhecimento da era planetária. Isso é a fala do Professor Pablo Mariconda, explicando o método de Descarte.



 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA IV -
VÍDEO AULA XIII – CONHECIMENTO EM REDE
PROFESSOR: NILSON MACHADO

“Conhecer não é demonstrar nem explicar, é aceder à visão.”
(Antoine de Saint-Exupéry)

O Professor Nilson Machado da FEUSP – Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, apresenta nesta vídeo aula o conhecimento em rede, explica o conceito de rede como imagem do conhecimento e o conceito “O Balde Renitente” que resiste nos dias de hoje apesar de ultrapassada, este ultimo conceito consiste em entender o método de educação comparando a aprendizagem dos alunos em níveis de conhecimento onde, conforme o aluno aprende sobe o nível de conhecimento vai subindo assim como vamos enchendo um balde e os professores usam das seguintes frases nesta teoria: “os alunos possuem níveis baixos”, “não foi atingido o nível mínimo de conhecimento”, “conhecimento acumulado”… etc nenhum professor se declara “baldista” mas a maioria dos profissionais o são.
O slide apresentado nesta aula resume perfeitamente a ação dos professores atuais.
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MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA IV -
VÍDEO AULA XIV – PROJETOS
PROFESSOR: NILSON MACHADO

“Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso garantir que ela me encontre trabalhando”.
(Pablo Neruda)

As definições que o Professor Nilson Machado coloca nesta aula para a palavra ação, retiradas dos dicionários Aurélio e Hoais são molas inspiradoras para iniciar qualquer modificação necessária nos ambientes escolares e acionar pessoas, profissionais a tomarem medidas de execução de projetos. Sem a ação não encontraremos soluções para qualquer tipo de problemas existente nas escolas.
Os projetos necessitam de participação, envolvimento, planejamento, avaliação, trajetórias, utopias, esperança, objetivos/metas, e deve ser bem exposto para a compreensão de todos os envolvidos.
Gosto muito da figura que escolhi para esta aula, pois mostra a necessidade de envolvimento em qualquer questão de nossas vidas que envolva projetos, e não deve ser diferente nas escolas, se não tiver envolvimento, o projeto inicial solicitado, que muitas vezes são simples, acabam se tornando algo inatingível, impróprio, caro, e não são esses os objetivos desejados.

  • há metas que valem; ha metas que não valem;
  • há metas que valem; há metas que valem menos;
  • há que deva ser conservado e o que deve ser transformado.
Ações humanas polarizadas que são conservação e transformação.
 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA V -
VÍDEO AULA XVII – PEDAGOGIA DE PROJETOS
PROGRAMA PRODUZIDO PELA UNIVESP

“O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender”.
(Janoí Mamedes)

O principal eixo da estratégia de projetos é a efetiva participação dos alunos na construção destes.

Objetivos da Pedagogia de Projetos

  • possibilitar a interação do aluno no processo de construção do conhecimento;
  • viabilizar a aprendizagem real, significativa, ativa e interessante;
  • trabalhar o conteúdo conceitual de forma procedimental e atitudinal;
  • proporcionar ao aluno uma visão globalizada da realidade e um desejo contínuo da aprendizagem.
Os exemplos apresentados pelo professor Ricardo Pitágoras na escola de Campinas onde a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade exercem uma função fundamental no exercício da aprendizagem e no envolvimento de educandos e educadores.
 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA V -
VÍDEO AULA XVIII – EDUCAÇÃO INTEGRAL
PROGRAMA PRODUZIDO PELA UNIVESP

“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”.
(John Dewey)

Este programa produzido pela UNIVESP apresenta um exemplo de escola Integral no interior de São Paulo, cidade de São José dos Campos. A cidade de São José dos Campos, segundo os dados do IBGE, possui aproximadamente 630.000 habitantes, a EMBRAER, o ITA, o IMPE são empresas sediadas nesta cidade. A escola apresentada se chama Jacira Vieira Baracho.

Outros exemplos de escolas integrais que são referência e instigam a aprendizagem, interesse e desenvolvimento de alunos são vistas com frequência, como no vídeo abaixo, e seguem programas semelhantes de estímulos e desempenho por parte dos professores e alunos.

Escola integral desafia limitações da rede pública
Meta do novo Plano Nacional de Educação é que até 2020 metade das escolas públicas ofereça educação integral
AE | 27/03/2011 10:48
Pablo Henrique de Sousa, de 7 anos, ganhou um acessório novo neste ano. Sobre o uniforme da escola municipal de Sorocaba, ele ostenta um colete verde limão.
É o que mostra que ele é um aluno de tempo integral: fica das 8h30 às 17h30 no colégio. Por enquanto, ele é exceção. Atualmente, só 6% dos alunos têm ao menos sete horas diárias de jornada escolar. Mas, uma das metas do Plano Nacional de Educação, em trâmite no Congresso, é que até 2020 metade das escolas públicas ofereça educação básica em tempo integral.
Para isso, o governo aumentou o repasse de verbas para as escolas públicas com jornada ampliada. O acréscimo do Fundo da Educação Básica (Fundeb) é de 25% para o fundamental e 30% para o médio. Porém, a implementação ainda esbarra em problemas de infraestrutura e de formatação de conteúdo.
“Precisamos agir porque o Brasil está a reboque. Os países desenvolvidos oferecem isso há séculos e nações vizinhas, como o Chile, universalizaram a educação básica integral”, diz Silvia Colello, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. “Mas precisa ser bem feito, com projeto pedagógico adequado.”
Como o Ministério da Educação não prevê um currículo único, as experiências são variadas. “Cada cidade se planeja de acordo com suas peculiaridades”, explica Isabel Santana, gerente da Fundação Itaú Social. Em seminário sobre o tema nesta terça e quarta-feira, o órgão vai lançar o documento “Perspectivas de Educação Integral”, em que mapeia tendências espalhadas pelo País. Foram consideradas 16 iniciativas que mostram que a educação integral deve considerar tempo, espaço e conteúdo.
Não há um número de horas estipulado, mas é preciso que o tempo seja suficiente para execução das atividades. Em Apucarana (PR), por exemplo, os alunos chegam às 7h30 e ficam até as 16h. “Como nossa cidade é pequena e eles moram perto, ainda sobra tempo para brincarem na rua”, explica Cláudio Silva, diretor da autarquia municipal de Educação.
A cidade foi uma das pioneiras na prática. Implantou o formato em 2001 e hoje todos os alunos do ensino fundamental passam o dia na escola. Em 2009, a nota de Apucarana no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), foi de 6,0, meta do governo federal para 2020.
Crescer na avaliação não depende só do número de horas, mas também do que é feito nesse tempo extra. “Fazer a articulação dos dois currículos é uma coisa bastante difícil. O aluno não pode ficar a manhã toda achando muito chato assistir às aulas de matemática e compensar a canseira se divertindo à tarde”, diz Maria Estela Bergamin, do Centro de Estudos e Pesquisa de Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “A ideia integral não pode ser formar artistas ou esportistas. Se vai ter oficina de dança moderna, ele estuda hip hop na aula de português.”
Outro desafio na questão do conteúdo curricular é evitar que a jornada ampliada se transforme em reforço escolar. Estudo do MEC que ouviu 500 escolas em 2009 mostrou que 61,7% delas usavam o tempo para isso. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA VI -
VÍDEO AULA XXI – SENTIMENTOS E AFETOS COMO TEMA TRANSVERSAL
PROFESSORA: VALÉRIA ARANTES

“O Homem distingui-se dos homens. Nada se diz de essencial acerca da catedral se apenas falarmos das pedras. Nada se diz de essencial a respeito do Homem se procurarmos defini-lo pelas qualidades humanas”.
(Antoine de Saint-Exupéry)

A principal questão apresentada nesta vídeo-aula pela professora Valéria Arantes foi:

  • Como inserir o tema transversal sentimentos e afetos na escola?
Para legitimar essa questão apresentada, apresentamos três conceitos:
  1. valores;
  2. auto-estima;
  3. auto-conhecimento
O que são valores? Segundo Jean Piaget são trocas afetivas realizadas com o meio exterior que projeta sentimentos positivos, em relação aquilo que gosto, e contra-valor são as trocas de experiências com o meio exterior que projeta sentimentos negativos, em relação quilo que não gosto; é fundamental para a construção da cidadania a busca da felicidade;
O auto estima diz respeito a auto imagem que o sujeito constrói de si mesmo, sensibilidade para se perceber, projeção de si.
O processo de auto-regulação que o sujeito constrói e que vai contribuir para a própria conduta, dimensão da sensibilidade para perceber a si mesmo. Consciência do próprio sentimento, os próprios valores para obter conduta.
O fato de incorporar os sentimentos e afetos no cotidiano de nossas escolas, não significa fazer um trabalho de terapia ou psicanálise , significa elaborar uma educação voltada para a cidadania, transformando os sentimentos em objetos de ensino e aprendizagem.
 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA VI -
VÍDEO AULA XXII – PRÁTICAS DE PROJETOS E TRANSVERSALIDADE EM SALA DE AULA:  QUESTÕES DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR
PROFESSORA: BRIGITE URSULA STACH HAERTEL

“AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”.
(Mário Quintana)

TEMAS TRANSVERSAIS

  • ÉTICA;
  • PLURALIDADE CULTURAL;
  • MEIO AMBIENTE;
  • SAÚDE;
  • ORIENTAÇÃO SEXUAL;
  • TEMAS LOCAIS.
Esses temas abordados pela educadora Brigite Haertel, nesta vídeo-aula, projeta a questões do ensino e aprendizagem elaboradas especialmente para trabalhar projetos pedagógicos, projetos interdisciplinares, projetos transdisciplinares que precisam de envolvimento da escola, dos alunos, coordenadores, diretores para obter sucesso e a adesão precisa ser voluntária.
Pesquisa realizada sobre o tema:
QUESTÃO DE GÊNEROS
A escolha dos temas transversais varia de acordo com a demanda e/ou da fatia etária de cada escola.
 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA VII -
VÍDEO AULA XXV – ESTRATÉGIA DE PROJETOS E A CONSTRUÇÃO DA REDE
PROFESSOR: RICARDO PATARO

“Saiba que seu destino é traçado pelos seus próprios pensamentos, e não por alguma força que venha de fora. O seu pensamento é a planta concebida por um arquiteto para construir um edifício denominado prosperidade. Você deve tornar o seu pensamento mais elevado, mais belo e mais próspero.”
(Martin Luther King)

ETAPAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PROJETO

  1. Escolha de um tema amplo a formação de Valores – o projeto tem início com a escolha de um tema transversal;
  2. Estudo de aproximação ao tema – aproximação do tema/textos sobre o assunto escolhido;
  3. Escolha de temática mais específica para ser estudada – alunos e alunas definem as temáticas mais específicas que gostariam de estudar. discussões e reflexões para a escolha de uma das temáticas;
  4. Elaboração de perguntas partindo do interesse de alunos (as) – a partir do interesse das crianças, ocorre a elaboração de perguntas sobre a temática específica que foi escolhida, essa etapa do projeto define o que as crianças gostariam de saber sobre a temática transversal;
  5. Planejamento docente das estratégias e metodologias, articulando as perguntas ao conteúdos disciplinares – didática preenchida pelos professores que, dentro de seu papel, vai escolher para trabalhar aquela temática, aquelas questões junto com as crianças;
  6. Busca coletiva de respostas às perguntar do projeto – o projeto segue com atividades e pesquisas em busca de respostas às perguntas das crianças.
O professor enfatiza a importância do registro de todo o percurso do projeto.
O Tema escolhido por Ricardo Pataro para exemplificar esta vídeo-aula foi o art. XXVI  da DUDH.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948
Artigo XXVI

1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

 
 
 

MODULO I  – NTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E CONSTRUÇÃO DE VALORES
TEMAS TRANSVERSAIS
SEMANA VII -
VÍDEO AULA XXVI – ESTRATÉGIA DE PROJETOS E A EDUCAÇÃO EM VALORES
PROFESSOR: RICARDO PATARO

“Os sonhos devem ser ditos para começar a se realizarem. E como todo projeto, precisam de uma estratégia para serem alcançados. O adiamento destes sonhos desaparecerá com o primeiro movimento.”
(Paulo Freire)

Nesta vídeo-aula o professor Ricardo Pataro apresenta um exemplo de um projeto escolar desenvolvido a partir de tema relacionado ao art. XXVI da DUDH – Direito à Educação.

NOME DO PROJETO: Trabalho infantil e Educação no Brasil

TURMA: Crianças 10 a 11 anos – ensino fundamental.

O alunos selecionaram duas questões importantes sobre o tema:

  1. “O que o governo e nós podemos fazer para ajudar as pessoas que estão sem estudar”;
  2.  “Porque existe exploração de crianças, porque elas trabalham em serviços pesados se quem tem que trabalhar são os pais?”.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:
  • Exibição de um vídeo planejado pelo professor;
  • iniciar a pesquisa sobre trabalho infantil;
  • trabalhar com conteúdos matemáticos;
  • imprevistos a partir das dificuldades;
  • existem 32 milhões de crianças que vivem em famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo;
(as crianças não sabiam o que era renda per capita, nesta atividade os alunos aprenderam sobre este ema, e porque as crianças precisavam trabalhar para complementar a renda familiar)
  • escrita da narração pelo professor;
  • registrar trabalho feito até o momento;
  • trabalhar com o conteúdo de português;
  • diálogos entre crianças que trabalham e seus patrões;
  • evidenciar sentimentos, experiências e relações do personagem com seu trabalho, patrão, família e planos para o futuro.
ATIVIDADES COM ESCOLA PÚBLICA:
  • troca de cartas com escola vizinha;
  • compra de jogos para doar à escola ;
  • trabalhar conteúdos matemáticos
  • visita à escola vizinha e trabalho conjunto com as duas escolas;
  • viver e conhecer uma realidade social e econômica diferente.
  • no dia da visita puderam trabalhar conteúdos da geografia (no percurso)
A PERGUNTA INICIAL MUDOU:
“O QUE PODEMOS FAZER FAZER PARA AJUDAR AS ESCOLAS PÚBLICAS (mais específica)
O professor enfatiza, neste momento, a importância do registro do projeto, em todas as suas fases.
 
 
 

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